quinta-feira, 19 de setembro de 2013

RoboCop 2014 - Um remake (des)necessário


Vamos ver aqui uma coisa... Será que sou só eu que estou entusiasmado com o remake de RoboCop?

Ultimamente Hollywood tem-se deixado levar pelo comodismo e dedica-se a refazer filmes de sucesso ou à produção de sequelas. É a lei do menor esforço... se não há inspiração para uma coisa nova, utiliza-se o que já foi feito. Muito raramente é possível encontrar obras que surpreendem, mas geralmente o resultado final são filmes desinspirados, sem nada de novo, que facilmente se esquecem.
Então porque haveria RoboCop de ser diferente? Já lá vamos.

O filme original, de 1987, era um exemplar filme de acção, com Peter Weller no papel do policia cyborg, que promovia a co-existência entre homem e máquina. Se Exterminador Implacável de James Cameron, lançava um olhar negro sobre a tecnologia, RoboCop - O Polícia do Futuro harmonizava a relação homem-máquina. Robocop foi realizado por Paul Verhoeven, um cineasta que tanto tem no seu curriculum filmes de culto, como filmes que era melhor varrer para baixo do tapete!

Para este remake há desde logo um nome que se destaca: José Padilha. O realizador brasileiro responsável por duas das melhores obras que o cinema brasileiro recente já viu, Tropa de Elite e a sua sequela, dirigiu ainda o documentário Autocarro 174, obra exemplar na denúncia do abuso policial. Mas o "elenco" não fica por aqui.
O argumento, escrito a quatro mãos (demasiadas!), tem três nomes de referência. 1 - Nick Schenk, responsável pelo argumento de Gran Torino; 2 - James Vanderbilt, autor de Zodiac, de David Fincher; 3 - David Self, que transpôs de forma magistral a graphic novel Road to Perdition de Max Allan Collins e Richard Piers e que Sam Mendes realizou em 2002.

Se isto não chega pare me convencer, então não sei o que faltará.

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