sábado, 7 de setembro de 2013

3 nunca é demais - New Sci-fi

Ora boas meus cavalos do esgoto. Com esta crónica quero falar de três filmes, três sugestões que faço sobre determinado tema. Não são críticas nem pretendo analisar exaustivamente.
O tema pode ser da minha autoria, mas sintam-se livres para dar sugestões sobre o que gostariam de ver.

Na inauguração escolhi abordar um dos meus géneros preferidos, a ficção cientifica, mas uma ficção científica recente (década de 2000) que não se reduz só a explosões e carros que se transformam  em guerreiros robóticos.

District 9

Realizado por Neil Blomkamp, "afilhado" de Peter Jackson, o filme sobre um responsável da recolocação de seres extraterrestres tecnologicamente mais evoluídos de uma favela na África do Sul, o distrito 9, para outra acomodada às suas necessidades tem uma um guião original, uma realização muito boa, de destacar a câmara à mão, e uns efeitos visuais ao nível de qualquer blockbuster. Destaco ainda a actuação de Sharlto Copley e o número de vezes em que ele diz a palavra "fuck". Uma sátira ao ser humano e de como ele reage a todos os que são diferentes.

Moon
Com um orçamento de 5 milhões (bastante pouco para uma longa metragem deste calibre) o filme realizado por Ducan Jones, filho de David Bowie, surpreendeu todos os espectadores com as suas reviravoltas, banda sonora hipnotizante e com a sua mensagem adjacente. Com Sam Rockwell e KevinSpacey a "emprestar" a sua voz ao computador de bordo somos inseridos numa estação espacial onde um astronauta comanda as funções de veículos que recolhem um minério na lua e começa a duvidar da própria realidade em que está envolvido. Um filme em que são vistas inúmeras referências ao clássico "2001-Odisseia no Espaço" e que nos questiona sobre os limites éticos do avanço técnologico.

Mr. Nobody
Talvez o menos Sci-fi de todos eles é verdade, mas a película escrita e realizada por Jaco Van dormael destaca-se por certos pormenores que faz do futuro. Neste futuro Nemo Nobody é o último mortal numa sociedade que desenvolveu tecnologia para viver para sempre, e nos seus últimos dias de vida (com 118 anos) conta a um jornalista todas as suas vidas. Vidas? exactamente, é que ele conta o que aconteceu em cada lado da moeda das decisões que tomou. Então descobrimos como estas decisões influenciaram a sua vida futura. Um filme sobre o destino (ou ausência dele), sobre a desumanização da sociedade e sobre as escolhas que cada um de nós fazemos.





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