Com o tema comum das neuroses de americanos de classe média, das relações e do amor, todos os filmes do Woody Allen, mesmo que ele não actue neles, têm a sua "persona" nalguma
personagem. Com mais de 40 filmes filmes escritos e realizados, transpira dos seus filmes uma identidade própria. Os toques autorais são super definidos, muitas vezes a causa que faz um espectador criticar a obra de Woody Allen por falta de variedade. Se vais ver um filme do Woody Allen, vais ouvir Jazz. E vai ser um romance. E a vida das personagens vai estar entregue ao acaso. E elas vão ser depressivas. E questionam-se sobre qual é o sentido de tudo afinal. E fazem terapia.
Cristina que representa o "alter-ego" de Woody Allen: atrevida, apaixonada, com uma procura
constante de prazer epicurista que muitas vezes resulta em sofrimento e decepção.
Contrariamente ao que se possa pensar estas duas personagens são amigas simbolizando a maneira de como estes dois comportamentos paradoxais fazem parte da vida de todas as pessoas. Elas são a personagem principal.
Estas duas amigas, de passagens por Espanha, conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem), recentemente divorciado, que as convida para passar um fim de semana com ele. A partir daí Woody Allen leva-nos numa viagem por Espanha, não só nos Locais onde decorre a acção mas também na acção em si. A cultura espanhola e os ambientes latinos promovem as linhas da relacionamento entre cada uma das mulheres e ele. No entanto Juan Antonio nunca esquece Maria Helena, a perturbada ex-mulher (Penélope Cruz está brilhante enquanto ex-mulher do próprio marido, a química entre os dois é incrível), e a chegada dela à vida deste triângulo amoroso provoca ainda mais peripécias e dúvidas no coração de Juan Antonio.
Com o filme Woody Allen consegue divertir-nos e mostrar grandes pormenores da cidade de Barcelona. Os seus habitantes são as suas personagens clássicas, que se tentam entender a elas próprias duma forma autêntica e contemporânea.



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